Eu não quero cobranças, e não quero cobrar;
Não quero problemas, e sim soluções;
Não quero angustias, nem medos;
Quero admirar e ser admirada.
Não quero sofrimento, mas como evitá-lo?
Quero viver, mas nunca quis tanto fugir.
Te quero pra mim com uma única condição:
Que me queiras também.
Pitadas de ciência permeando o universo que habito. A ciência é o prato principal, ou talvez não. Irás encontrar muito tempero: música, política, cinema, literatura, filosofia, cerveja, vinho, nerdices e alguns de meus dramas. Bem vindo ao meu universo particular! DIVIRTA-SE SE PUDER!
18.9.13
31.8.13
Definições...
Fiz uma amigo no na política, e tenho a mania de me colocar no lugar das pessoas mesmo não sendo minhas amigas, imagina um amigo, pois bem, porque digo isso, este amigo hoje ocupa um cargo importante no município, acabou por enfrentar uma enchente de grandes proporções, cerca de 3000 mil casas foram atingidas, entre 10 a 15 mil pessoas foram expulsas de seus lares pela força das águas, e perderam o pouco que tinham. Sempre gostei de política, gosto de política, de lutar pelos meus direitos, de tentar construir uma sociedade mais justa e coletiva. Essa tragédia mexeu mais do que eu supunha comigo, me vi na posição oposta, me vi sendo uma política, com cargo no executivo, como eu agiria no lugar desde meu amigo? Me vi pensando como a instituição prefeitura, me vi preocupada com o direito de uma, ou meia duzia de pessoas em detrimento a 15 mil... Quando tive esse pensamento inesperado, percebi que é inevitável ao se entrar em um sistema, lutar contra ele. A resolução tem que ser de fora pra dentro. Fiquei aliviada por não ter me candidatado na últimas eleições, fiquei aliviada por não fazer parte de um executivo ingênuo, que serve apenas para apagar incêndio e não para previni-los. Fiquei aliviada por não fazer parte de um executivo que tenta curar uma fratura exposta com band-aids.
Para se enxergar um problema é preciso olhá-lo com certo distanciamento, se eu entrar no sistema perco esta vantagem. Percebi que não quero entrar para o sistema, quero melhorá-lo. Quero um sistema mais justo que trate as pessoas com um mínimo de dignidade. Quero uma sociedade que se preocupe com o bem coletivo. Uma sociedade solidária de fato. Um governo que pense em melhorar as condições de vida de qualquer que seja o individuo, rico, pobre, branco, preto, velho ou novo. Uma governo que olhe, veja e toque as pessoa! Quem sabe um dia...
Me reconforta que existam outros amigos de alma, amigos do bem, amido de A LIGA DO BEM que compartilham do meu sentimento, da minha utopia, que não me deixam só neste longo caminho a percorrer. Durmo mais tranquila em saber que hoje também sou da liga do bem e não do governo municipal. Que posso fazer política, e ajudar a quem precisa.
Para se enxergar um problema é preciso olhá-lo com certo distanciamento, se eu entrar no sistema perco esta vantagem. Percebi que não quero entrar para o sistema, quero melhorá-lo. Quero um sistema mais justo que trate as pessoas com um mínimo de dignidade. Quero uma sociedade que se preocupe com o bem coletivo. Uma sociedade solidária de fato. Um governo que pense em melhorar as condições de vida de qualquer que seja o individuo, rico, pobre, branco, preto, velho ou novo. Uma governo que olhe, veja e toque as pessoa! Quem sabe um dia...
Me reconforta que existam outros amigos de alma, amigos do bem, amido de A LIGA DO BEM que compartilham do meu sentimento, da minha utopia, que não me deixam só neste longo caminho a percorrer. Durmo mais tranquila em saber que hoje também sou da liga do bem e não do governo municipal. Que posso fazer política, e ajudar a quem precisa.
28.8.13
Encontro
Me destes teus olhos,
por eles vi tua alma;
Minha alma se encantou com a tua.
Dei-te minhas palavras,
tuas palavras se encantaram com as minhas;
Me destes tuas palavras.
Me destes tuas trilhas,
te dei meu escutar;
Te dei meus sabores,
me destes tuas receitas.
Dei-te minha inspiração,
Virei à musa
Sonhei com as tuas promessas
Acordei com a tua realidade.
25.8.13
Julieta Venegas - Lento (MTV Unplugged)
Lento
Si quieres un poco de mí
Me deberías esperar
Y caminar a paso lento
Muy lento
Y poco a poco olvidar
El tiempo y su velocidad
Frenar el ritmo, ir muy lento, más lento.
Sé delicado y espera
Dame tiempo para darte
Todo lo que tengo.
Si quieres un poco de mí
Dame paciencia y verás
Será mejor que andar corriendo
Levantar vuelo
Y poco a poco olvidar
El tiempo y su velocidad
Frenar el ritmo, ir muy lento
Cada vez más lento.
Sé delicado y espera
Dame tiempo para darte
Todo lo que tengo.
Si me hablas de amor
Si suavizas mi vida
No estaré más tiempo
Sin saber que siento.
Sé delicado y espera
Dame tiempo para darte
Todo lo que tengo.
Felicidade
O que a gente escreve quando está feliz? Que está feliz? Mas a felicidade não se escreve, não se explica, a felicidade se sente, se vive.
O simples anunciar que sinto-me feliz torna, isto que não consigo definir, tão fugaz. "Olhar" para a felicidade não é como contempla-la, é como procurar algo que nos desvie de aprecia-la. É procurar cabelo em ovo, é procurar culpas pra se lamentar. Dizer que se é feliz é como anunciar que se é um pecador. A felicidade se senti sozinho e em silêncio. Não se anuncia e nem se proclama por medo que ela se lembre que não nos pertence e se vá. Por isso não sei escrever quando sinto-me assim, que não me atrevo a dizer novamente por receio que ela me abandone e eu volte a ter milhões de ideias e sentimentos confusos.
E a vida segue mais serena e mais tranquila neste aprender a não ter medo deste sentimento que me invade e me liberta, desse sentimento que me permite em casa estar comigo mesma.
E em casa eu pretendo ficar, e voltar quantas vezes forem necessárias, porque felicidade não importa quantas vezes tu fujas de mim, hei de sempre te encontrar.
O simples anunciar que sinto-me feliz torna, isto que não consigo definir, tão fugaz. "Olhar" para a felicidade não é como contempla-la, é como procurar algo que nos desvie de aprecia-la. É procurar cabelo em ovo, é procurar culpas pra se lamentar. Dizer que se é feliz é como anunciar que se é um pecador. A felicidade se senti sozinho e em silêncio. Não se anuncia e nem se proclama por medo que ela se lembre que não nos pertence e se vá. Por isso não sei escrever quando sinto-me assim, que não me atrevo a dizer novamente por receio que ela me abandone e eu volte a ter milhões de ideias e sentimentos confusos.
E a vida segue mais serena e mais tranquila neste aprender a não ter medo deste sentimento que me invade e me liberta, desse sentimento que me permite em casa estar comigo mesma.
E em casa eu pretendo ficar, e voltar quantas vezes forem necessárias, porque felicidade não importa quantas vezes tu fujas de mim, hei de sempre te encontrar.
4.8.13
Mais de mim, mais do mundo
Da minha incapacidade de me contentar surge uma dor no final do estômago, uma necessidade de mudar as coisas, de questionar tudo, de achar sentido em tudo, de captar intenções.
De entender o mundo, de compreender as pessoas, de conhecer a mim a mesma. Minhas angustias, meus descontentamentos, minhas razões e meus desvios.
Quero mais de mim, quero mais pra mim, quero mais do mundo, quero mais pro mundo.
Mais o que?
Mais sabedoria, mais humanidade, mais felicidade, mais solidariedade, mais amor, mais compreensão, mais humildade, mais inquietação, mais inconformação.
Boa semana!
De entender o mundo, de compreender as pessoas, de conhecer a mim a mesma. Minhas angustias, meus descontentamentos, minhas razões e meus desvios.
Quero mais de mim, quero mais pra mim, quero mais do mundo, quero mais pro mundo.
Mais o que?
Mais sabedoria, mais humanidade, mais felicidade, mais solidariedade, mais amor, mais compreensão, mais humildade, mais inquietação, mais inconformação.
Boa semana!
9.6.13
26.5.13
Mais que sexo
Eu não quero sexo,
eu quero mais
Eu quero pele,
Eu quero Tesão,
adrenalina,
olho no olho,
tapa na cara,
dominação.
Eu não quero um marido,
muito menos um pinto amigo,
eu quero um amante,
que também seja amigo,
e nem precisa ser meu.
Eu não quero sexo, eu quero mais
eu não quero amor eterno, basta carinho,
eu não quero fidelidade, basta respeito,
eu não quero segurança, somente cuidado
eu não quero certezas, prefiro as dúvidas.
eu quero mais
Eu quero pele,
Eu quero Tesão,
adrenalina,
olho no olho,
tapa na cara,
dominação.
Eu não quero um marido,
muito menos um pinto amigo,
eu quero um amante,
que também seja amigo,
e nem precisa ser meu.
Eu não quero sexo, eu quero mais
eu não quero amor eterno, basta carinho,
eu não quero fidelidade, basta respeito,
eu não quero segurança, somente cuidado
eu não quero certezas, prefiro as dúvidas.
Boneca inflável
Estou triste, não sei o que pensar, não que eu crie expectativas com relação as pessoas, mas não há como não criá-las.
Estou cansada, cansada de como pessoas tratam pessoas, cansada de ser descartada. Cansada de não poder chorar, de fingir que tudo isso é normal, fingir que tudo vai ficar bem, de fingir que estes fatos não me forcem a me fechar cada vez mais. Estou enjoada, com vontade de vomitar no colo dele, no colo dessa gente que finge que tudo vai ficar bem.
Eu não entendo ser apagada da vida de alguém como se eu não tivesse sentimentos, ou como se eles não existissem. Não consigo entender dormir sendo abraçada em um dia e no seguinte ser despachada, como se estivesse sendo esvaziada como uma boneca inflável.
Não sou a fortaleza que pareço ser, cada pedra causada é formada por lágrimas de dor e revolta. A cada centímetro erguido muita fragilidade é escondida.
Estou cansada, cansada de como pessoas tratam pessoas, cansada de ser descartada. Cansada de não poder chorar, de fingir que tudo isso é normal, fingir que tudo vai ficar bem, de fingir que estes fatos não me forcem a me fechar cada vez mais. Estou enjoada, com vontade de vomitar no colo dele, no colo dessa gente que finge que tudo vai ficar bem.
Eu não entendo ser apagada da vida de alguém como se eu não tivesse sentimentos, ou como se eles não existissem. Não consigo entender dormir sendo abraçada em um dia e no seguinte ser despachada, como se estivesse sendo esvaziada como uma boneca inflável.
Não sou a fortaleza que pareço ser, cada pedra causada é formada por lágrimas de dor e revolta. A cada centímetro erguido muita fragilidade é escondida.
11.5.13
O que de fato importa?
Na minha maratona de não fazer nada, da qual entrei há mais de dois dias... pois é, acho que ando tendo mais uma das crises de ansiedade....
Bom, mas vim escrever sobre o que de fato importa quando fazemos algo. Na realidade venho me questionando sobre qual o sentido de se fazer algo do tipo: escrever, cantar, fotografar... Algo que inevitavelmente terá alguma espécie de público. Qual a real motivação de fazer algo? A pergunta que quero me fazer a dias é: eu escrevo porque quero ser lida? Esta é fácil de se responder, sim, escrevo porque quero ser lida. Acho que a pergunta que está me fazendo pensar mais fundo é: por quem eu quero ser lida? Quero ter muitos leitores, e virar escrava disso? Não definitivamente não escrevo procurando aprovação, escrevo porque quero eternizar pensamentos, momentos emoções, mesmo que a única pessoa que irá lê-los serei eu mesma, ou melhor outra eu.
Porque a maioria das pessoas perdeu a espontaneidade de simplesmente ser? Porque todos querem ser amados e aceitos por todas as pessoas do mundo? Aonde fica o individualismo?
Eu escrevo para meu deleite e satisfação, e não vou fazer disso mais uma obrigação, muito menos virarei escrava da aprovação de quem me lê, e isso é uma promessa que selo aqui comigo mesma.
Bom, mas vim escrever sobre o que de fato importa quando fazemos algo. Na realidade venho me questionando sobre qual o sentido de se fazer algo do tipo: escrever, cantar, fotografar... Algo que inevitavelmente terá alguma espécie de público. Qual a real motivação de fazer algo? A pergunta que quero me fazer a dias é: eu escrevo porque quero ser lida? Esta é fácil de se responder, sim, escrevo porque quero ser lida. Acho que a pergunta que está me fazendo pensar mais fundo é: por quem eu quero ser lida? Quero ter muitos leitores, e virar escrava disso? Não definitivamente não escrevo procurando aprovação, escrevo porque quero eternizar pensamentos, momentos emoções, mesmo que a única pessoa que irá lê-los serei eu mesma, ou melhor outra eu.
Porque a maioria das pessoas perdeu a espontaneidade de simplesmente ser? Porque todos querem ser amados e aceitos por todas as pessoas do mundo? Aonde fica o individualismo?
Eu escrevo para meu deleite e satisfação, e não vou fazer disso mais uma obrigação, muito menos virarei escrava da aprovação de quem me lê, e isso é uma promessa que selo aqui comigo mesma.
15.4.13
Bóson de Higgs
Quando me deparei com a notícia de que o Bóson de Higgs, provavelmente, foi identificado, não consegui parar de pensar na frase que ouvi do meu orientador: "Não me surpreende o fato de encontrarmos exatamente os resultados que estávamos procurando". Isto é, nossos equipamentos e previsões são baseados nas mesmas teorias, logo obter resultados que a comprovem é assim tão surpreendente?
Um dos pontos que eu acho mais importantes da mecânica quântica é o papel que o observador exerce sobre o resultado final do experimento. O simples fato de existir um observador "olhando" para o experimento modifica o resultado. O que sempre me questiona: o mundo que vivemos é assim por que estamos olhando pra ele?
Em meu entendimento é exatamente isso. O observador não pode ser isolado do sistema, ele faz parte dele. Lógico em grande escala isso é irrelevante, mas cada vez que diminuímos a escala, ou olhamos com uma lente de aumento, o nosso papel não pode ser mais ignorado.
Qual é a real importância dessa "provável" descoberta? É o que eu estou tentando descobrir também.
Post escrito em 18/12/12, estava nos meus rascunhos.
Um dos pontos que eu acho mais importantes da mecânica quântica é o papel que o observador exerce sobre o resultado final do experimento. O simples fato de existir um observador "olhando" para o experimento modifica o resultado. O que sempre me questiona: o mundo que vivemos é assim por que estamos olhando pra ele?
Em meu entendimento é exatamente isso. O observador não pode ser isolado do sistema, ele faz parte dele. Lógico em grande escala isso é irrelevante, mas cada vez que diminuímos a escala, ou olhamos com uma lente de aumento, o nosso papel não pode ser mais ignorado.
Qual é a real importância dessa "provável" descoberta? É o que eu estou tentando descobrir também.
Post escrito em 18/12/12, estava nos meus rascunhos.
12.4.13
Roots
Tu é muito "roots" me diz um amigo ao saber que fui assistir ao jogo grêmio x fluminense, pela taça libertadores da América, sozinha e peguei o metrô, sozinha, para ir e para voltar ao estádio. Fiquei pensando, será que sou realmente "roots", ou "louca" qual a Flavinha me definiu, ao saber do mesmo fato?
Não vivemos numa sociedade onde homens e mulheres tem direitos iguais? Se um homem fosse sozinho ao estádio eles teriam a mesma reação? Eu sinceramente acho que não.
O fato é que cheguei num ponto que não deixo de fazer nada do que tenho vontade por falta de parceria. Não estou disposta a perder nada dessa vida efêmera por medo de fazê-lo sozinha. Ir ao estádio sozinha nunca foi um problema, mas desta vez decidi não ir de carro, mas ir de metrô, pedi a minha irmã que me desse uma carona até a estação e lá fui eu, confesso que fiquei tensa, mas ao entrar no vagão dei de cara com dois conhecidos, e já me tranquilizei, ufa, pensei, a ida será tranquila.
Após uns 40 minutos de viagem, enfim chegamos a estação Anchieta, desci e junto com centenas de outros gremistas caminhamos cerca de 1,5 Km até a Grêmio Arena, tudo muito tranquilo, policiado, e repleto de vendedores ambulantes. Entrei no estádio, encontrei minhas amigas do núcleo das mulheres gremistas, que assim como eu, adoram ir ao estádio sozinhas, gritam, xingam o juiz e o técnico, e só falam palavram para desopilar e no estádio!
Ao final do jogo, me despeso das meninas, uma de 70 e outra de 50, Dione, a "tia" e Sandra, rapidamente me dirijo as escadarias da arena, e me surpreendo com a velocidade com que o estádio é esvaziado, e sem atropelos, sem pontos de aglomeração, tudo livre para facilitar a evacuação rápida do estádio, caminho no sentido da estação Anchieta, agora não com centenas, mas com milhares de torcedores, e o caminho de volta é ainda mais seguro e policiado. Chego a estação passo meu bilhete e entro no vagão, a esta altura semi lotado. De fato, 90% do vagão é composta com pessoas do gênero masculino.
Em nenhum momento fui desrespeitada, apenas senti sim alguns olhares curiosos, com pontos de interrogação do tipo: "Ué, mas ela está sozinha?" E nada além disso, desembarquei na estação Santo Afonso a 1:08 da madrugada, desci as escadas rolantes e procurei o primeiro táxi livre, embarquei e cerca de 15 minutos depois cheguei em casa, confesso que muito feliz. Não com o resultado do jogo, empate em 0 x 0, mas com a percepção de que eu vivo numa sociedade livre, que me permite ser um ser humano do sexo feminino e ter os mesmos direitos de ir e vir de qualquer cidadão. E vivenciar que muito do machismo ainda existente é simplesmente sensação.
E eu não sou louca, talvez "roots" por ter a coragem de experimentar, de colocar a prova o sistema, de correr os riscos. Medo? Tive medo? Confesso que sim, mas o medo que tive, acredito que teria mesmo se fosse homem, o medo da insegurança, de ser assaltada, não por ser mulher, mas por ser cidadã, por ser humana, não por ser mulher.
Não vivemos numa sociedade onde homens e mulheres tem direitos iguais? Se um homem fosse sozinho ao estádio eles teriam a mesma reação? Eu sinceramente acho que não.
O fato é que cheguei num ponto que não deixo de fazer nada do que tenho vontade por falta de parceria. Não estou disposta a perder nada dessa vida efêmera por medo de fazê-lo sozinha. Ir ao estádio sozinha nunca foi um problema, mas desta vez decidi não ir de carro, mas ir de metrô, pedi a minha irmã que me desse uma carona até a estação e lá fui eu, confesso que fiquei tensa, mas ao entrar no vagão dei de cara com dois conhecidos, e já me tranquilizei, ufa, pensei, a ida será tranquila.
Após uns 40 minutos de viagem, enfim chegamos a estação Anchieta, desci e junto com centenas de outros gremistas caminhamos cerca de 1,5 Km até a Grêmio Arena, tudo muito tranquilo, policiado, e repleto de vendedores ambulantes. Entrei no estádio, encontrei minhas amigas do núcleo das mulheres gremistas, que assim como eu, adoram ir ao estádio sozinhas, gritam, xingam o juiz e o técnico, e só falam palavram para desopilar e no estádio!
Ao final do jogo, me despeso das meninas, uma de 70 e outra de 50, Dione, a "tia" e Sandra, rapidamente me dirijo as escadarias da arena, e me surpreendo com a velocidade com que o estádio é esvaziado, e sem atropelos, sem pontos de aglomeração, tudo livre para facilitar a evacuação rápida do estádio, caminho no sentido da estação Anchieta, agora não com centenas, mas com milhares de torcedores, e o caminho de volta é ainda mais seguro e policiado. Chego a estação passo meu bilhete e entro no vagão, a esta altura semi lotado. De fato, 90% do vagão é composta com pessoas do gênero masculino.
Em nenhum momento fui desrespeitada, apenas senti sim alguns olhares curiosos, com pontos de interrogação do tipo: "Ué, mas ela está sozinha?" E nada além disso, desembarquei na estação Santo Afonso a 1:08 da madrugada, desci as escadas rolantes e procurei o primeiro táxi livre, embarquei e cerca de 15 minutos depois cheguei em casa, confesso que muito feliz. Não com o resultado do jogo, empate em 0 x 0, mas com a percepção de que eu vivo numa sociedade livre, que me permite ser um ser humano do sexo feminino e ter os mesmos direitos de ir e vir de qualquer cidadão. E vivenciar que muito do machismo ainda existente é simplesmente sensação.
E eu não sou louca, talvez "roots" por ter a coragem de experimentar, de colocar a prova o sistema, de correr os riscos. Medo? Tive medo? Confesso que sim, mas o medo que tive, acredito que teria mesmo se fosse homem, o medo da insegurança, de ser assaltada, não por ser mulher, mas por ser cidadã, por ser humana, não por ser mulher.
![]() |
| Sarah Menezes, de azul, ao vencer a luta, que lhe dei a medalha de ouro olímpica em 2012. |
1.4.13
Cansei do imperativo
Dá pra mudar a convenção da língua portuguesa e excluir uma conjugação verbal pra sempre?
Ser é uma questão de princípio;
Porque eu estou cansada do imperativo. Estou farta de tanto ler: seja isso, seja aquilo, faça isso, estude mais, fale menos, ouça mais, seja mais paciente, emagreça, não beba.
A vida é curta, e o tempo encolhe a cada verbo conjugado no imperativo que eu leio, ou escuto.
Ser é uma questão de princípio;
Fazer só depende da força de vontade;
Estudar é pra que tem vocação;
Falar é uma arte absurdamente necessária;
Ouvir com sabedoria é raro hoje em dia, e um dom, sua exigência descaracteriza o fato.
Ser paciente é questão de tempo...
Emagrecer imposição desleal e cruel;
Beber com moderação;
Refletir antes de agir conforme a mídia e sociedade te imperam pode ser um caminho, pra fugir desse dedo apontado na cara. Pensar é a maior arma que temos para sobreviver sadios, nesta sociedade impositora e doente.
Boa semana, que amanhã minha paciência me permita ser mais pondera, menos irritada, e mais serena!
Segunda-Feira
Eu costumava adorar as segundas-feiras, sempre tive problemas com as sextas... Sempre associei as segundas aos recomeços. E como amo, amava, recomeçar as segunda eram sempre magnificas. Época de planejar, de vislumbrar uma semana melhor que a anterior, via a evolução a minha frente.
Nos últimos tempos as segundas estão mornas, sem graça, acho que estou ficando sem perspectivas de curto prazo. Meus planos de longo prazo estão encaminhados, lentamente estão acontecendo. Mas estou sem objetivos curtos, ou estou particularmente sem paciência nesta segunda-feira, primeiro de abril.
Nos últimos tempos as segundas estão mornas, sem graça, acho que estou ficando sem perspectivas de curto prazo. Meus planos de longo prazo estão encaminhados, lentamente estão acontecendo. Mas estou sem objetivos curtos, ou estou particularmente sem paciência nesta segunda-feira, primeiro de abril.
19.3.13
5.3.13
TRAGÉDIA OU ASSASSINATO?
Dizer que o que ocorreu em Santa Maria, na noite de 26 de janeiro de 2013 foi uma tragédia, é simplificar um assassinato em massa. É jogar no acaso a culpa de muitos brasileiros responsáveis pelas 240 vítimas, até agora.
Algumas vezes já expressei o que penso sobre o jeitinho brasileiro de ser. Que a terrível mania de burlar leis, filas, prazos, em benefício próprio é corrupção. E deve ser encarada como tal, esses 240 jovens foram brutal e cruelmente assassinados, e os responsáveis devem sim ser punidos rápida, mas principalmente coerentemente.
Deve haver uma investigação séria e idônea dos fatos que levaram a essa chacina. Mas cuidado, não podemos ser levianos e fazer justiças paralelas. Possuímos, apesar de não confiarmos cegamente, um poder judiciário, soberano. Só podemos condenar os culpados a cumprir suas penas, após um julgamento justo. A justiça será feita? Não, nenhuma pena fará justiça neste caso.
Algumas vezes já expressei o que penso sobre o jeitinho brasileiro de ser. Que a terrível mania de burlar leis, filas, prazos, em benefício próprio é corrupção. E deve ser encarada como tal, esses 240 jovens foram brutal e cruelmente assassinados, e os responsáveis devem sim ser punidos rápida, mas principalmente coerentemente.
Deve haver uma investigação séria e idônea dos fatos que levaram a essa chacina. Mas cuidado, não podemos ser levianos e fazer justiças paralelas. Possuímos, apesar de não confiarmos cegamente, um poder judiciário, soberano. Só podemos condenar os culpados a cumprir suas penas, após um julgamento justo. A justiça será feita? Não, nenhuma pena fará justiça neste caso.
12.12.12
Acordei sem paciência
sem paciência com a mediocridade
com a falta de comprometimento
sem paciência com o individualismo
Acordei triste
triste por ser humana
triste por minha inconformidade
triste por querer a perfeição
Fui apunhalada pelas costas
me feriram vil e profundamente
Minha alma sangra
quem me deve lealdade me trai covardemente
fica contra mim, mesmo eu estando em seu favor
Me encontro num beco sem saída
onde todos os erros do mundo fui eu quem cometeu
Toda a culpa da humanidade recaí sobre meu colo
e as lágrimas de cristo dilaceram minha carne putrefata
10.12.12
Ressaca moral
Ontem o mundo me doía então bebi
Bebi pra fazer minha cabeça aquetar
Ontem bebi até cansar
Hoje acordei de ressaca. Acordei? Ressaca?
Ainda estou sonhando
Hoje estou de ressaca
Bebi e a bebida me fez mal
Hoje estou de ressaca moral.
E o cérebro grita ainda mais alto
O mundo me doí ainda mais fundo
Hoje estou de saco cheio de ser gente
Estou de saco cheio de ser civilizada
Hoje estou de ressaca moral
De que serve a história?
Se o que é dito são estórias?
De que serve o cérebro?
Se todos gostam de obedecer ordens?
Estou de ressaca
De saco cheio
Quero continuar bebendo
nesse mundo desumano
pra quem sabe um dia acordar sem ressaca
Acordar sem cicatrizes nem marcas
Acordar em um mundo com moral
Esperanças
Fiquei chocada com a última reportagem que o jornal nacional veiculou na noite de hoje. Mostraram uma cerimônia de premiação, em Brasília, de alunos de escolas públicas, vencedores de concursos de escrita. Me emocionei com as declarações de meninos e meninas de interior do Brasil, que estão sendo ensinados a escrever e a pensar. Além dos alunos seus respectivos professores também foram agraciados com prêmios e reconhecimento. Subiram ao palco juntamente com seus pupilos.
Vi nessa ação uma clara demonstração de valorização dos professores. De valorização do ensino. meu coração se encheu da esperança de que de fato um novo Brasil, possa estar começando a ser escrito.
E a noite está realmente reservada para boas notícias. Ao entrar em um dos meu sites preferidos, dou de cara com essa reportagem: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/?p=7350 aonde percebo que em todo o mundo as pessoas estão decidindo abrir os olhos, estão optando por serem protagonistas de suas vidas.
Me sinto tão boba com tantas esperanças... Mas ao mesmo tempo não as quero perder. Porque se perco as esperanças de fazer parte, de poder construir um mundo melhor, não consigo me olhar nos olhos, não teria forças para levantar da cama.
É precisa manter o poder de indignação, com a paciência de percorrer um paso de cada vez. Aí o equilíbrio que tanto busco, porque teimas em me abandonar?
Vi nessa ação uma clara demonstração de valorização dos professores. De valorização do ensino. meu coração se encheu da esperança de que de fato um novo Brasil, possa estar começando a ser escrito.
E a noite está realmente reservada para boas notícias. Ao entrar em um dos meu sites preferidos, dou de cara com essa reportagem: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/?p=7350 aonde percebo que em todo o mundo as pessoas estão decidindo abrir os olhos, estão optando por serem protagonistas de suas vidas.
Me sinto tão boba com tantas esperanças... Mas ao mesmo tempo não as quero perder. Porque se perco as esperanças de fazer parte, de poder construir um mundo melhor, não consigo me olhar nos olhos, não teria forças para levantar da cama.
É precisa manter o poder de indignação, com a paciência de percorrer um paso de cada vez. Aí o equilíbrio que tanto busco, porque teimas em me abandonar?
23.11.12
Despertar
Porque tem dias que eu acordo e tenho a sutil e delicada sensação que estou no caminho certo...
É tão fino este sentimento, que ele começa a escapar pelos meus dedos assim que me deparo com ele.
Quando começo a descrevê-lo ele se vai....
Tem manhãs que são só mais uma manhã, e são tão absurdamente diferentes de todas as outras manhãs...
Bom dia!
21.11.12
Nova eleição
Finalmente, após exatos 45 dias passados das eleições, o TSE, tribunal superior eleitoral, conseguiu chegar a um veredito sobre se o "candidato", nessas alturas prefeito eleito, é ou não "candidato" ou prefeito de Novo Hamburgo. Confuso? Sim, absurdamente confuso e caro, mas quem pagará a conta somos nós, hamburguenses e brasileiros. Teremos uma nova eleição, que custará aos cofres públicos algo em torno de R$ 200 mil, tudo isso porque o poder judiciário brasileiro é moroso e ineficiente. Existe a necessidade de haver três instâncias de poder, se todas elas conferem os mesmos vereditos? Porque haver três instâncias se as peculiaridades dos casos não serão analisados?
O TSE deveria ter agido com bom senso, em não conseguindo julgar em tempo hábil o caso, deveria ter sido democrático e acatado a voz dos 53% de eleitores hamburguenses que votaram no prefeito eleito, sendo julgado em questão. Na minha opinião essa decisão é uma afronta a democracia. E reflete como o poder judiciário brasileiro se porta frente ao povo: acima dele.
O TSE deveria ter agido com bom senso, em não conseguindo julgar em tempo hábil o caso, deveria ter sido democrático e acatado a voz dos 53% de eleitores hamburguenses que votaram no prefeito eleito, sendo julgado em questão. Na minha opinião essa decisão é uma afronta a democracia. E reflete como o poder judiciário brasileiro se porta frente ao povo: acima dele.
16.11.12
6.11.12
Eu hoje
Hoje estou mais inconformada do que de costume...
Hoje o mundo me dói
Hoje minha tristeza transborda pelos meus olhos ansiosos...
Está é a vida, está a minha realidade, está sou eu.
Hoje o mundo me dói
Hoje minha tristeza transborda pelos meus olhos ansiosos...
Está é a vida, está a minha realidade, está sou eu.
24.10.12
2º Manifesto pela segurança de Novo Hamburgo
Olá Pessoal, é um prazer vê-los aqui engajados !
Tem uma história que vou de contar pra vocês: um antropólogo propôs um jogo para crianças de uma tribo africana. Ele colocou uma cesta de frutas perto de uma árvore e disse às crianças: o primeiro a alcançar as frutas será o vencedor e poderá ficar com a cesta toda pra si. Quando ele gritou “começou!” as crianças se deram as mãos e correram juntas até a cesta, sentaram ao redor dela e dividiram todas as frutas. O antropólogo apavorado perguntou o porquê delas correrem assim, se um poderia ter sido o vencedor e ficado com todas as frutas, eles responderam: “UBUNTU”, como pode um de nós ser feliz se os outros estão tristes? UBUNTU é uma filosofia das tribos Africanas que pode ser resumido como: “eu sou porque nós somos”
Eu sinceramente acredito muito nesta filosofia, sempre acreditei, e sei que um dos nossos principais objetivos, neste momento, hoje, é plantar a semente dessa filosofia: eu sou porque nós somos. Porque nós estamos aqui, tenho a certeza que essa mobilização irá continuar, que não iremos chegar em casa, daqui a pouco, e esquecer que a cada 3 dias e meio um assassinato ocorre na nossa cidade. Chega a ser surreal proferir esses números, a gente se nega a acreditar neles, não é? Vocês também não ficam meio inebriados com isso? Pois eu fico, tá mas e aí? O que nós podemos fazer pra resolver essa situação? Gradear nossas casas? Não sair mais na rua à noite? Blindar nossos carros? Pensem comigo: vocês do fundo do coração acreditam que essas ações farão a criminalidade diminuir? É claro que não!
Então vocês podem estar pensando: Tá bom Kelen, mas então nos diz como podemos reverter essa situação? Bom, eu também não tenho uma reposta, e talvez nem os nossos governantes tenham uma noção exata do que precisa ser feito. Porque quando estamos tratando de pessoas não há manuais de instruções e agora eu pergunto para as mães e os pais aqui presentes: vocês podem escrever cartilhas de como criar filhos? E colocam a mão no fogo que está irá funcionar para o filho do vizinho? Creio que não!
Pessoal eu não estou aqui para achar culpados da situação ter chego aonde chegou. Mas o fato que assim não dá pra continuar, e isso nós estamos vivendo na pele. Talvez não saibamos como fazer, mas sabemos o que queremos! Queremos uma melhor qualidade de vida para todos os cidadãos de Novo Hamburgo. Sabemos que não será fácil mas se adotarmos a filosofia do UBUNTU: eu sou porque nós somos! Se nos desassossegarmos e nos perguntarmos, todos os dia: O que eu posso fazer hoje? O que nós podemos fazer para juntos, nós enquanto seres sociais e políticos que somos podemos fazer para mudar nossa cidade, nosso estado, nosso país? Poderemos fazer a diferença!
Pra mim cada povo tem o governo que merece, e o nosso governo é uma réplica de nosso comportamento como povo. Nós damos “jeitinho” em tudo, sempre arrumamos uma desculpa para não cumprir as leis, e o governo? Bom ele faz a mesma coisa, porque o governo somos nós!
Enquanto não mudarmos nossas atitudes, enquanto nós colocarmos a culpa e a responsabilidade pela nossa falta de comprometimento com a sociedade em que vivemos e que criamos, nos outros, nada irá mudar. Enquanto nós não exigirmos nota fiscal em todas as compras que fizermos, enquanto optarmos por pagar mais barato computadores, celulares, rodados dos nossos carros, os roubos não irão diminuir. Enquanto pensarmos pequeno, visarmos só o nosso benefício individual, crimes, mortes, assaltos continuarão a ocorrer! Porque vocês acham que haveria roubo se não houvesse quem o consumisse? Enquanto nós continuarmos tomando bala, fumando um baseadinho, cheirando uma carreirrinha de vez em quando, nossa luta com tráfico estará perdida! Enquanto eu só andar no limite de velocidade, na frente de pardais, mortes no transito continuarão a ocorrer todos os dias!
Uma das leis de Newton diz assim: A cada ação haverá uma reação! Nós estamos indignados com a reação, e nos negamos a mudar nossas ações! O que vocês acham que continuará a ocorrer se não mudarmos nossa atitude?
Precisamos educar nossas crianças, e educação começa dentro de casa. Não dá mais para lavar as mãos como Pilatos. Devemos assumir a responsabilidade pela nossa comunidade, pela nossa cidade, Ninguém precisa ser vigiado, mas todos devemos vigiar! Chega de ficar olhando pro seu próprio umbigo, para seus próprios problemas, a cidade precisa de você! Nós precisamos de você! Palavras comovem, gestos arrastam! SEJA EXEMPLO! SEJAMOS EXEMPLO!
Tem uma história que vou de contar pra vocês: um antropólogo propôs um jogo para crianças de uma tribo africana. Ele colocou uma cesta de frutas perto de uma árvore e disse às crianças: o primeiro a alcançar as frutas será o vencedor e poderá ficar com a cesta toda pra si. Quando ele gritou “começou!” as crianças se deram as mãos e correram juntas até a cesta, sentaram ao redor dela e dividiram todas as frutas. O antropólogo apavorado perguntou o porquê delas correrem assim, se um poderia ter sido o vencedor e ficado com todas as frutas, eles responderam: “UBUNTU”, como pode um de nós ser feliz se os outros estão tristes? UBUNTU é uma filosofia das tribos Africanas que pode ser resumido como: “eu sou porque nós somos”
Eu sinceramente acredito muito nesta filosofia, sempre acreditei, e sei que um dos nossos principais objetivos, neste momento, hoje, é plantar a semente dessa filosofia: eu sou porque nós somos. Porque nós estamos aqui, tenho a certeza que essa mobilização irá continuar, que não iremos chegar em casa, daqui a pouco, e esquecer que a cada 3 dias e meio um assassinato ocorre na nossa cidade. Chega a ser surreal proferir esses números, a gente se nega a acreditar neles, não é? Vocês também não ficam meio inebriados com isso? Pois eu fico, tá mas e aí? O que nós podemos fazer pra resolver essa situação? Gradear nossas casas? Não sair mais na rua à noite? Blindar nossos carros? Pensem comigo: vocês do fundo do coração acreditam que essas ações farão a criminalidade diminuir? É claro que não!
Então vocês podem estar pensando: Tá bom Kelen, mas então nos diz como podemos reverter essa situação? Bom, eu também não tenho uma reposta, e talvez nem os nossos governantes tenham uma noção exata do que precisa ser feito. Porque quando estamos tratando de pessoas não há manuais de instruções e agora eu pergunto para as mães e os pais aqui presentes: vocês podem escrever cartilhas de como criar filhos? E colocam a mão no fogo que está irá funcionar para o filho do vizinho? Creio que não!
Pessoal eu não estou aqui para achar culpados da situação ter chego aonde chegou. Mas o fato que assim não dá pra continuar, e isso nós estamos vivendo na pele. Talvez não saibamos como fazer, mas sabemos o que queremos! Queremos uma melhor qualidade de vida para todos os cidadãos de Novo Hamburgo. Sabemos que não será fácil mas se adotarmos a filosofia do UBUNTU: eu sou porque nós somos! Se nos desassossegarmos e nos perguntarmos, todos os dia: O que eu posso fazer hoje? O que nós podemos fazer para juntos, nós enquanto seres sociais e políticos que somos podemos fazer para mudar nossa cidade, nosso estado, nosso país? Poderemos fazer a diferença!
Pra mim cada povo tem o governo que merece, e o nosso governo é uma réplica de nosso comportamento como povo. Nós damos “jeitinho” em tudo, sempre arrumamos uma desculpa para não cumprir as leis, e o governo? Bom ele faz a mesma coisa, porque o governo somos nós!
Enquanto não mudarmos nossas atitudes, enquanto nós colocarmos a culpa e a responsabilidade pela nossa falta de comprometimento com a sociedade em que vivemos e que criamos, nos outros, nada irá mudar. Enquanto nós não exigirmos nota fiscal em todas as compras que fizermos, enquanto optarmos por pagar mais barato computadores, celulares, rodados dos nossos carros, os roubos não irão diminuir. Enquanto pensarmos pequeno, visarmos só o nosso benefício individual, crimes, mortes, assaltos continuarão a ocorrer! Porque vocês acham que haveria roubo se não houvesse quem o consumisse? Enquanto nós continuarmos tomando bala, fumando um baseadinho, cheirando uma carreirrinha de vez em quando, nossa luta com tráfico estará perdida! Enquanto eu só andar no limite de velocidade, na frente de pardais, mortes no transito continuarão a ocorrer todos os dias!
Uma das leis de Newton diz assim: A cada ação haverá uma reação! Nós estamos indignados com a reação, e nos negamos a mudar nossas ações! O que vocês acham que continuará a ocorrer se não mudarmos nossa atitude?
Precisamos educar nossas crianças, e educação começa dentro de casa. Não dá mais para lavar as mãos como Pilatos. Devemos assumir a responsabilidade pela nossa comunidade, pela nossa cidade, Ninguém precisa ser vigiado, mas todos devemos vigiar! Chega de ficar olhando pro seu próprio umbigo, para seus próprios problemas, a cidade precisa de você! Nós precisamos de você! Palavras comovem, gestos arrastam! SEJA EXEMPLO! SEJAMOS EXEMPLO!
12.10.12
Capitalista ser ou não ser?
Publiquei uma frase no meu perfil do facebook e gerou uma boa discussão em torno do tema capitalismo. Gostaria de dividi-la e guardá-la neste espaço. Contribuam se quiserem!
"O Capitalismo acabou com tudo meio assim a conta gotas" Marcia TiburiQuestionador - Discordo! (Eu sempre discordo, né Kelen?).
Novo Hamburgo é um exemplo do BOM capitalismo. Foram os empreendimentos das pessoas físicas, indivíduos e grupos que fizeram NH ser o que é. Não interessa, geraram, com dinheiro do próprio bolso, empregos para milhares de pessoas. Alguns ganharam muito com isto, outros foram a falência.
Capitalismos = capital (dinheiro) posto em risco. Uns ganham, muitos perdem. Mas Capitalismo permite oportunidade para todos.
Kelen Trentin: Eu discordo de ti. O capitalismo valoriza o ter ao ser. Ele gera ambição nas pessoas. Faz com que estejam sempre insatisfeitas. Não que eu seja a favor do socialismo. Mas definitivamente a valorização única e exclusivamente do capital pelo capital não é bom! E ainda mais acaba com os valores morais, sociais e de justiça de uma sociedade.
Questionador: Concordo, Kelen, mas existe outra forma? Eu explicitei no meu post a palavra BOM. E NH é um exemplo do que um BOM capitalismo pode fazer. Aqui tivemos cidadãos que arriscaram o seu capital, é claro que para ganhar dinheiro, mas tendo que investir em empregos. Cidadãos de Novo Hamburgo construíram uma usina elétrica no Herval, não esperaram que o governo o fizesse. E tem tantas outras histórias sobre o que um BOM capitalismo pode fazer.
Kelen Trentin: Nossa que cidadãos bonzinhos que sempre governaram a cidade, não deixaram se criar nenhuma nova liderança a ponto do prefeito atual não ser natural daqui, nunca fizeram esforço nenhum para diversificar a matriz produtiva do município e ainda mais promoveram um êxodo rural absurdo na década de 70, não deram as mínima condição de habitação, saúde, saneamento básico e educação para essas famílias imigrantes. E ainda não tiveram a competência de prosperar suas empresas ao primeiro sinal de competitividade quebraram! Nossa que bom exemplo de capitalismo!!!!
Questionador: Não conheço muito da história dos Trentin, mas desde lá de São Chico sempre foram empreendedores, que, num regime capitalista puderam plantar e colher, levando junto com eles muita gente.
Em que outro regime politico isto seria possível?
Kelen Trentin: eu também não tenho a resposta a esta tua pergunta. Mas existem sim sociedades mais justas e igualitárias do que Novo Hamburgo. Os países nórdicos, Suécia, Noruega e Dinamarca, não há essa amplitude social absurda vista aqui. A diferença salarial entre um motorista de ônibus e juiz de direito não é discrepante. Todos tem condições, se não iguais, muito semelhante. E lá os índices de criminalidade são baixíssimos, o governo não exerce esse paternalismo infantil e os bilionários pagam muito mais impostos. Não esse capitalismo mesquinho que vemos aqui.
Questionador: Kelen, comparar uma cidadezinha como Novo Hamburgo com Suécia, Noruega e Dinamarca, não dá, né? Mas não te esqueças de que estes países destruíram florestas imensas e exterminaram diversas espécies marinhas, poluíram oceanos. Coisas dos tempos. Eles tem milhares de anos de história, nos só umas centenas, quem sabe apenas estamos acordando, com este trabalho de vocês.
Kelen Trentin: Bom eu não tentei comparar, mas me pediste uma outra alternativa. Enós aqui no RS, não acabamos com 97% da nossa floresta nativa? Não poluímos nossos rios? E o nosso litoral não possui pontos em que as águas são impróprias para o banho, né? O próprio rio dos sinos, quantas vezes já foi reportado em jornal nacional, porque os peixes estavam morrendo ou por falta de oxigênio ou por intoxicação?
Bom achei um texto que me abriu os olhos quanto aos países escandinavos: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/?p=9609
Questionador: Kelen, só agora li tudo o que tu postou. Te digo, não estás bem informada. Década de 70, 80, é uma coisa MUITO complicada. Regime militar, todos tinham medo, todos se calaram. Pergunta para teus pais, teus tios, teus avós. Sim, tivemos muita culpa do porquê de tudo isto hoje, mas não cobra deles, nem do capitalismo, só procura entender.
Questionador: Só ficando no problema da imigração: os vereadores daqui incentivavam a chegada de todos, ganhariam votos, mas não estavam nem aí para onde estes iriam morar. Daí os migrantes ocuparam, desorganizadamente, qualquer lugarzinho que encontrassem, posseiros, que não pagavam impostos. Quando um prefeito fechou as portas da cidade, foi um auê! Que barbaridade! Mas era ele que teria que fornecer a infra estrutura, com luz, água, etc. etc.
Os posseiros chegavam as centenas.
Os BONS cidadãos tentavam ajudar de tudo que é forma, empresários se abraçaram e investiram em moradas para esta gente que chegava.
Mas era incontrolável.
Acabou nisto que hoje temos.
Não foi culpa do capitalismo, nenhum regime de governo conseguiria controlar a invasão que aconteceu em NH nos anos 80.
Kelen Trentin: Mas o que motivou a invasão?
Questionador: Fome! Assim como dos nordestinos que vieram para São Paulo, os candangos que foram para Brasília e até dos Irlandeses que conquistaram os Estados Unidos e todos os colonos que vieram para o Brasil e muitos deles escolheram nossa região. O capitalismo propiciou estas coisa, não é o ideal, mas existe outro? (Que não precise de milhares de anos de explorações até terem conseguido uma estabilidade).
Kelen Trentin: As pessoas não passavam fome nas cidades do interior de onde vieram, o que fez elas imigrarem não foi a fome, foi a falácia do sonho americano, de emprego e prosperidade, o sonho de adquirirem seu próprio gálax! Depois de chegarem é que veio a fome. Se tu fores olhar as pessoas passam mais fome nas grandes cidades do que no interior! Eu não compreendo essa equação. O capitalismo não proporcionou, ele gerou essa amplitude social que vivemos. Os países escandinavos não levaram milhares de anos para evoluírem ao ponto que estão. A questão não é quanto tempo leve para mudar, mas sim se devemos mudar e para onde? Sim existem outras possibilidades! O que não dá é pras pessoas se conformarem com a situação em que vivem porque não enxergam outra possibilidade! Me ajude você a pensar em possibilidades melhores para a nossa sociedade! Como eu disse eu também não sei as respostas, não sou a dona da verdade. Mas não entendo, não me conforme, e gostaria de pensar em uma alternativa ao capitalismo. Não quero continuar vivendo nesta sociedade dicotômica que explora uma classe em detrimento de outra!
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